Badfinger

sexta-feira, 2 de setembro de 2011
oo

BIOGRAFIA.
Poucas bandas no mundo do rock podem se orgulhar de ter uma história como a do “Badfinger”.
Considerada uma das mais promissoras bandas do final dos anos 60, fazendo parte do cast da “Apple”, que apesar do fim dos “Beatles”, ainda manteve o selo na “ativa”, o “Badfinger” experimentou o gosto do sucesso tanto na Inglaterra quanto nos Estados Unidos, mais até do que muitas outras bandas ousaram sonhar. Contaram com uma coleção expressiva de hits como “Come And Get It” (composta por Paul McCartney), “No Matter What”, “Day After Day”, “Baby Blue”, entre muitos outros, mas apesar de tudo isso, não colheram apenas os bons frutos de seu trabalho. Ao invés disso, após anos de turnês e inúmeros processos legais (que deixaram apenas alguns advogados muito ricos), os líderes criativos da banda, Pete Ham e Tom Evans, acabaram cometendo suicídio.
Pete Ham: (* 27.04.1947 / + 23.04.1975) nasceu na cidade portuária de Swansea, País de Gales, era o mais novo de três filhos. Um jovem ativo, criativo, sua grande paixão, desde criança, sempre foi a música. Seu pai era um fã das “big bands” e seu irmão mais velho tocava trumpete. Pete começou tocando gaita de boca, com apenas 4 anos, mas depois passou a tocar violão e guitarra, mostrando-se muito talentoso. Conseguiu seu primeiro violão em 1959 e já no início dos anos 60 fazia parte de um trio chamado “The Panters”, que tocavam covers do grupo “The Shadows” (banda de apoio de Cliff Richards). Posteriormente transformaram-se num quinteto, utilizando outros nomes como “Wild Ones” “Black Velvets”. Os integrantes iam se sucedendo, até que chegou Ron Griffiths (* 2.10.46), para o baixo, com fortes influências musicais dos “Shadows” e dos “Ventures”. O grupo, agora com o nome de “The Iveys” (numa alusão à música “Poison Ivy”), tentou o sucesso. Em 1965, Mike Gibbins (12.03.1949), tornou-se o baterista da banda e com seu estilo elevou ainda mais o nível do grupo. No final desse ano, passaram a fazer shows de abertura para outros grupos como “The Who”, “Yardbirds”, “Moody Blues”, entre outros.
Em 1966, encontraram um novo empresário (Bill Collins) e fixaram-se em Londres. Consta que foi Bill Collins quem encorajou os integrantes a escreverem suas próprias canções. Pete Ham mostrou ser o mais talentoso nesse sentido, enquanto que Ron Griffiths também arriscava algumas composições.
Em 1967, várias gravadoras como a “Decca” (que já havia dispensado os “Beatles”), “Pye”, “CBS”, entre outras, manifestaram o desejo de contratá-los. Nesse mesmo ano, Dai Jenkins deixou a banda, sendo substituído por Tom Evans (Liverpool – * 5.6.47 – + 19.11.1983). Evans já havia tocado com uma banda de r&b chamada “Them Calderstones”, muito influenciada pelo som da Motown.
Com seu estilo rock and roll e anos 50, conseguiram convencer Mal Evans (roadie dos “Beatles”) e Peter Asher a fazer um teste para o recém lançado selo “Apple”. Depois disso, finalmente conseguiram chamar a atenção de ninguém menos do que Paul McCartney.
A história do “Badfinger” na “Apple” começou como um sonho, mas uma seqüência de fatos infelizes, motivados principalmente pela desorganização do selo, bem como pelo fato da inexperiência de Mal Evans como produtor e deles próprios, como banda, acabou não rendendo o sucesso esperado. Ainda assim lançaram um compacto e um LP, “Maybe Tomorrow”, em 1968, que se não provocou o impacto desejado na Inglaterra e nos EUA, foi muito bem recebido em países como Holanda, Itália, Japão e Alemanha.
Paul McCartney então, deu-lhes uma música “Come And Get It”, que deveria fazer parte de um filme “Magic Christian” e essa canção acabou alcançando o 4º lugar na lista de vendagem da Grã Bretanha, o que fez do então “Iveys”o grupo de maior sucesso a assinar com os “Beatles”. Entretanto, Ron Griffiths teve que deixar a banda, pois sua então namorada estava grávida.
E não era só isso: para evitar confusões com uma banda mais antiga, chamada “The Ivey League”, mudaram o nome para “Badfinger”, inspirados no nome original de “With A Little Help From My Friends” dos “Beatles”, que iria se chamar “Badfinger Boogie”. John Lennon chegou a sugerir que se chamassem “The Glass Onion And The Grand Prix”, mas resolveram ficar como “Badfinger”, mesmo. Tom Evans assumiu o baixo, pois tentaram sem sucesso recrutar Hamish Stuart do “Marmalade”. Nesse meio tempo, chegou Joey Molland para ser guitarrista e estava, finalmente formado o núcleo fixo da banda.
Com a nova formação, Pete Ham e Tom Evans mostraram-se ótimos compositores e passaram a oferecer ao mundo canções como “Carry On To Tomorrow”, “Rock Of All Ages”, “No Matter What”, “Day After Day” (com a ajuda de George Harrison). Molland também começou a compor e passaram para um estilo um pouco mais “pesado”, agradando em cheio os novos fãs. Chegaram a ser a banda genuinamente britânica a ter a melhor vendagem, desde os “Beatles”!!!!!
Ham, Evans e Molland participaram de outros projetos paralelos, como o single de “It Don´t Come Easy” (Ringo Starr), o álbum “All Things Must Pass” (George Harrison), o concerto para Bangladesh, além de trabalharem no álbum “Imagine” do John Lennon. Nesse meio tempo gravaram aquele é considerado o melhor álbum deles “No Dice”, que incluía canções como “No Matter What” e “Without You”, que se tornou mundialmente conhecida na voz de Harry Nilsson.
Quem assume a parte empresarial, ainda em 1970 é Stan Polley. Polley tinha muito mais experiência do que o empresário anterior Bill Collins. Apesar disso, a banda gostava muito dele e tentou fazer com que continuasse gerenciando parte dos negócios, mas Collins não aceitou…
Polley reorganizou as finanças da banda e supostamente estava garantindo o futuro deles, mas no final das contas (desculpem o trocadilho), eles não viram a cor da “grana”.
Nesse época a banda começou a viver com esposas, filhos e namoradas, em uma casa, em comunidade, vivendo com uma mesada bem curta dada por Polley. Segundo o empresásio o grosso do dinheiro seria investido em equipamentos e na divulgação da banda e isso justificava a curta mesada dada a banda. Tom Evans, Joey e Mike fizeram severas críticas a Stan por isso, porém, Pete Ham tinha total confiança em Polley e tudo ficou por isso mesmo. Fizeram turnês pelos EUA, alcançando grande sucesso, mas a platéia e a imprensa, apesar de gostar do som deles, inevitavelmente os comparava com os “Beatles”, ainda mais quando ficavam sabendo que haviam sido contratados pela “Apple”.
No final de 1971, gravaram o álbum “Straight Up”, que vendeu muito bem!!! Apesar disso, os produtores do disco George Harrison e Todd Rundgren e os próprios integrantes, especialmente Molland, acharam que não estava com o som característico da banda. Parecia mais o som do final dos “Beatles”, ou o material solo de George Harrison. Não que isso fosse ruim, mas eles queriam sua própria identidade. Tudo isso, somado ao fato de que a “Apple” passava por problemas internos e a falta de uma divulgação mais adequada, fez com que o Badfinger não alcançasse ainda mais sucesso, logo no seu terceiro álbum!!!!!
Stan Polley fez com que o Badfinger se entregasse a turnês cansativas e intermináveis sessões de gravação, alegando que tudo aquilo faria bem para eles, mas não foi bem assim…
Em 1972, precisavam lançar um novo disco, e propuseram-se para auto produzi-lo. Mas a “Apple” estava falindo e eles só conseguiram lançar o disco em 1973 (o último pela “Apple”), “Ass”. Nesse intervalo, Polley tentou assinar um contrato multimilionário com a Warner Bros., mas Allen Klein (que já havia roubado uma grana violenta dos “Beatles”), os pressionava, oferecendo um contrato bem menos vantajoso pela “Apple” (que como já foi dito, estava indo para o “buraco”…)
Em 1974, lançaram já pela Warner Bros. o álbum “Wish You Were Here”. Era uma volta triunfante do “Badfinger”, pois esse disco foi cuidadosamente gravado e produzido. Entretanto, dificuldades financeiras começaram a aparecer, com milhares de dólares indo parar nas mãos de advogados e desta vez, era Pete Ham que ameaçava deixar a banda…
Ainda em 1974, a banda passou a contar com mais um integrante, o tecladista Bob Jackson e começou a gravar o próximo disco, “Head First”. Porém o álbum nunca foi finalizado e só seria lançado muitos anos depois.
Em 1975, apenas um ano após assinarem com a Warner, a relação entre banda e gravadora estava se deteriorando. O resultado? O contrato foi cancelado e Pete Ham, muito abalado com tudo o que aconteceu e sem perspectivas de melhorar, em 21.04.1975, cometeu suicídio enforcando-se em sua própria casa. Com o músico foi encontrado um bilhete onde pedia desculpas pela situação financeira desastrosa (um dia antes Pete ficou sabendo que Stan Polley havia fugido com toda a grana da banda) em que ele havia colocado os amigos e sua namorada. Detalhe: uma criança estava pra nascer…
Tom Evans entrou em profunda depressão e só voltou ao mundo da música em 1979, ao assinar um contrato com a Electra, porém, para sua enorme surpresa, a gravadora exigiu que ele utilizasse o nome “Badfinger”, independente da banda que ele viesse a montar. A solução encontrada por Evans foi chamar o velho amigo e companheiro Joey Molland e tentar ressuscitar a magia do nome “Badfinger”.
Em 1979, lançaram o disco “Airwaves”, mas a magia tinha desaparecido. Esse álbum contou com Joey Molland, Tom Evans, Peter Clarke (“Stealers Wheels”) e Tony Kaye (“Yes”). Chegaram a partir em turnê pela América e lançaram em 1981 o álbum “Say No More”.
Mas a instabilidade entre Molland e Evans apressou o final do ‘novo’ “Badfinger”. Fortes desintendimentos entre os dois amigos fizeram com que cada um montasse seu próprio “Badfinger”. Joey procurou o sindicato e conseguiu que Evans ficasse proibido de usar o nome da banda que ele próprio havia criado!!! Os dois se encontraram pouco tempo depois e novamente entraram em forte atrito, pois Evans alegou ter assumido diversos compromissos e contratos assinados, comprometendo-se a se apresentar como “Badfinger”. Joey não deu atenção a Evans, porém mal sabia que aquela seria a última vez que iria ver ou conversar com o antigo amigo e companheiro de banda.
Em 19.11.1983, Tom Evans, em profundo estado de depressão, também cometeu suicídio, enforcando-se no quintal de sua casa. O músico foi encontrado por seu filho, que ao ver a cena correu pra cozinha e disse a mãe que havia encontrado um homem, muito parecido com o pai, pendurado na árvore do quintal.
Trágico como possa parecer, o legado do “Badfinger” continua vivo até hoje, recrutando milhares de fãs por todo o mundo! Em 1990, foi lançado um álbum ao vivo, gravado ainda em 1974, em 1997, um documentário contando a história da banda também foi lançado, tudo sob a supervisão de Joey Molland, em 97 foi a vez do CD “BBC In Concert 72/73″ e em 2000 finalmente foi lançado o inédito álbum, gravado em 1974, “Head First”.
Com a indústria fonográfica atual tentando nos empurrar goela abaixo um enorme lixo que nem podemos chamar de música, sentimos cada vez mais saudades de bandas como “Beatles”, “Badfinger”, “Big Star”, “Jethro Tull”, de artistas como Elvis Presley, pois eles (e muitos outros, notadamente nas décadas de 50, 60 e 70), tinham algo a nos dizer. Bem diferente de hoje em dia…
Álbuns.
Senha dos Arquivos: muro
Password Files: muro
Magic Christian Music - 1970.
1. Come And Get It
2. Crimson Ship
3. Dear Angie
4. Fisherman
5. Midnight Sun
6. Beautiful And Blue
7. Rock Of All Ages
8. Carry On Till Tomorrow
9. I’m In Love
10. Walk Out In The Rain
11. Angelique
12. They’re Knocking Down Our Home
13. Give It A Try
14. Maybe Tomorrow
15. Storm in a Teacup
16. Arthur
No Dice - 1971.
1. I Can’t Take It
2. I Don’t Mind
3. Love Me Do
4. Midnight Caller
5. No Matter What
6. Without You
7. Blodwyn
8. Better Days
9. It Had To Be
10. Watford John
11. Believe Me
12. We’re For The Dark
Bonus Tracks.
13. Get Down
14. Friends Are Hard To Find
15. Mean, Mean Jemima
16. Loving You
17. I’ll Be The One
Apple Demos 1970/1972.
1. No Good At All
2. Sweet Tuesday Morning
3. Suitcase
4. I’ll Be The One
5. Baby Please
6. Mean Mean Jemima
7. Loving You
8. Name Of The Game
9. Money
10. Sing For The Song
11. Perfection
 [2nd Version]
12. Perfection
 [Preliminary]
Straight Up - 1971.
1. Take It All
2. Baby Blue
3. Money
4. Flying
5. I’d Die Babe
6. The Name Of The Game
7. Suitcase
8. Sweet Tuesday Morning
9. Day After Day
10. Sometimes
11. Perfection
12. It’s Over
Bonus Tracks.
13. Money (Original Version) 14. Flying (Original Version) 15. Name Of The Game (Original Version) 16. Suitcase (Original Version) 17. Perfection (Original Version) 18. Baby Blue (US Single Mix)
Ass - 1973.
1. Apple Of My Eye
2. Get Away
3. Icicles
4. The Winner
5. Blind Owl
6. Constitution
7. When I Say
8. Cowboy
9. I Can Love You
10. Timeless
11. Do You Mind
 [Bonus Track]
Wish You Were Here - 1974.
1. Just A Chance
2. You’re So Fine
3. Got To Get Out Of Here
4. Know One Knows
5. Dennis
6. In The Meantime Some Other Time
7. Love Tim
8. King Of The Load
9. Meanwhile Back At The Ranch Should I Smoke
Day After Day - 1990.
1. Sometimes
2. I Don’t Mind
3. Blind Owl
4. Give It Up
5. Constitution
6. Baby Blue
7. The Name Of The Game
8. Day After Day
9. Timeless
10. I Can’t Take It
Senha dos Arquivos: muro
Password Files: muro

0 comentários:

Postar um comentário